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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Verdade Inconveniente


Você já parou hoje para pensar no mundo em que vive, nas circunstâncias em que se encontra a natureza, no ritmo acelerado que anda nossa vida, o ritmo das informações e dos acontecimentos?

Estamos em crise ambiental, esta é verdade inconveniente dita por Al Gore em seu documentário e livro. Essa crise representa perigo e nos incita a agirmos já. Não é só uma questão política, é uma questão social, um problema que pede a todos para ser resolvido.
Enfrentamos atualmente fenômenos naturais como furacões, terremotos, tempestades e enchentes que nos parecem cada vez mais intensos e destrutivos. Estudos mostram que a destruição da camada de ozônio pode aumentar a temperatura média do Planeta Terra pelo aumento da radiação solar, que não é filtrada corretamente. O derretimento das geleiras também pode ter efeitos devastadores porque o gelo reflete a luz solar, se há menos área de gelo, uma maior parte de água líquida será exposta ao sol e absorverá seu calor. Parece insignificante, mas se pensarmos numa escala de tempo como por exemplo 100 anos, é provável que a quantidade de gelo esteja bem menor e a temperatura global aumentada significativamente.
A questão do lixo, da poluição das águas, uso de combustíveis fósseis, etc., são discutidos nas escolas, ruas, empresas, mas dificilmente os hábitos das pessoas mudam depois de já estarem acostumadas a agir de uma determinada forma em seu dia-a-dia.
Se toda a sociedade tomasse consciência de que deve se unir em prol de um planeta Terra que sustente toda forma de vida, não só a humana, considerando as espécies ameaçadas de extinção por causas antrópicas ou mesmo algumas já extintas, talvez o mundo se tornasse melhor em vários outros aspectos também, como distribuição da riqueza de forma mais igualitária, extinção da fome e da miséria em países pobres, diminuição da violência, entre tantos outros problemas sociais urgentes.
Pense nisso!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Lianas


As plantas trepadeiras são componentes importantes das comunidades florestais. Trepadeiras lenhosas são conhecidas comumente como cipós ou lianas, e seus ramos, usando árvores ou outras lianas como suporte, podem atingir o dossel da floresta e aí se desenvolver muito, entrelaçando-se em várias árvores e podendo atingir diâmetros de 15 cm e comprimentos de até 70 m, já que suas copas podem ser tão grandes como a das árvores que as sustentam (Putz, 2006).

Constituem uma parte significativa da biomassa da floresta e de sua área foliar, e portanto acabam competindo com as árvores, além de interferir na sua simetria de crescimento e taxas de mortalidade. Pelos efeitos potenciais sobre as árvores, as lianas sempre foram consideradas pragas do ponto de vista do manejo florestal (Engel et al, 1998) porque podem se enrolar nos troncos que lhes servem de suporte a ponto de impedir seu desenvolvimento normal e dificultar a circulação da seiva ou mesmo causar estrangulamentos fatais, ou tendem a se espalhar com tanta eficiência sobre as copas, que roubam a luz necessária às árvores de apoio, por isso os silvicultores e madeireiros adeptos de práticas racionais fazem o corte seletivo de cipós nas florestas manejadas.

Porém, nos últimos 10 anos, os pesquisadores começaram a perceber e ressaltar os efeitos positivos dos cipós e lianas. Não só porque muitas espécies fazem parte das ‘farmácias naturais’ – utilizadas como medicamento por caboclos, índios e até vendidas como fitoterápicos nas cidades – como também por seu papel relevante na dinâmica de regeneração e manutenção da biodiversidade florestal como uma importante fonte de alimento para muitos animais, sobretudo porque florescem e frutificam na estação seca, exatamente quando a disponibilidade de nutrientes é crítica para os arborícolas (Terra da gente, 2010).

As trepadeiras diferenciam-se quanto ao modo de ascensão e diferentes sistemas de classificação têm sido propostos. O estabelecimento de quatro categorias parece adequado: 1) trepadeiras volúveis, que se enrolam em torno de um suporte por meio do caule principal, dos ramos e, mais raramente, dos pecíolos; 2) trepadeiras com gavinhas, que apresentam estruturas modificadas em gavinhas de origem diversa (caulinar, foliar, etc.); 3) trepadeiras por raízes, que utilizam raízes adventícias para se fixar ao suporte; e 4) trepadeiras apoiantes, que apóiam passivamente sobre um suporte, podendo utilizar espinhos ou ganchos para evitar o deslizamento (Durigon et al, 2009).

As primeiras contribuições sobre hábito de vida foram feitas por Darwin (1867), mas apenas recentemente os pesquisadores em ecologia voltaram à atenção a este importante grupo de plantas.