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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Flores do campo

Você já parou para observar as flores silvestres? Já percebeu como nós plantamos em nossos jardins sempre as mesmas flores - rosa, jasmim, azaléia, entre outras - e não damos o devido valor para as flores nativas de nossa região?
Se plantássemos mais espécies nativas ao invés de exóticas poderíamos contribuir com a redução da invasão de espécies exóticas como é o caso do pinus, eucalipto, uva-japão, e flores como o beijinho, que competem com a flora nativa. Abaixo alguns exemplos de plantas ornamentais nativas utilizadas para ornamentação da cidade de Curitiba, Paraná.


Vedélia, Wedelia paludosa (Asteraceae)

Verbena rigida (Verbenaceae)
Lantana amarela (Verbenaceae)


Mais informações em:

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Microalgas

Vídeo bem bacana sobre microalgas pra vocês se socializarem com essas maravilhas que só podem ser vistas com ajuda de microscópios.


sexta-feira, 3 de junho de 2011

O que são Galhas?

Galha em folha de Melastomataceae
A família Melastomataceae possui cerca de 70 gêneros e 1000 espécies ocorrentes no Brasil (SOUZA & LORENZI, apud SILVA e ALMEIDA-CORTEZ, 2006), sendo considerada por muitos pesquisadores alta a incidência e a diversidade de galhas nesta família.
As galhas, formadas a partir da multiplicação de tecidos foliares, são estruturas de proteção e alimentação de larvas de alguns insetos, que se distribuem nas folhas visando uma melhor obtenção de recursos (MIRANDA, 2010). Assim, os galhadores disputariam a oportunidade de ovipositar onde a abundância de recursos deve maximizar a sobrevivência da sua prole (WHITHAM, apud MIRANDA, 2010). Adicionalmente, as galhas são capazes de controlar o fluxo de fotoassimilados e nutrientes produzidos pelas plantas, funcionando como drenos fisiológicos (SCHOONHOVEN et al., apud MIRANDA, 2010).
Os níveis de infestação por galhas podem ser influenciados por diversos fatores intrínsecos e extrínsecos: arquitetura da planta hospedeira (SILVA et al., 1996), reação de hipersensibilidade do tecido vegetal (FERNANDES & NEGREIROS, 2001), compostos secundários (MOTTA et al., 2005) e pelo meio ambiente (FERNANDES et al., 1997).
As galhas são formadas principalmente por insetos, como coleópteros, tisanópteros, hemípteros, homópteros, himenópteros, dípteros e lepidópteros. Dentre os galhadores mais comuns, destacam-se dípteros da família Cecidomyiidae, capazes de induzir galhas em diversos órgãos da planta, principalmente em folhas (MAIA & FERNANDES, apud SILVA, 2006)
Interações entre insetos e plantas podem ser benéficas para ambas as partes envolvidas (mutualismo) ou apenas para uma parte envolvida na interação (herbivoria ou parasitismo) (PRINCE et al., apud CASSANO, 2009). Os parasitas consomem partes da planta hospedeira e são tipicamente nocivos, embora raramente letais a curto prazo. Seus ataques são concentrados em um ou poucos indivíduos durante sua vida e existe uma tendência à especialização em uma ou poucas espécies de plantas hospedeiras. Desta forma, a interação galha e planta hospedeira pode ser considerada como parasitária, pois o inseto indutor obtém da planta, refúgio e alimento em detrimento do seu crescimento, perda de substâncias, distúrbio no fluxo da seiva, queda precoce de certas partes vegetais e aumento em quantidade ou volume de órgãos ou tecidos não essenciais a custo dos essenciais (MANI; SILVA et al., apud SILVA e ALMEIDA-CORTEZ, 2006).